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Teleneurologia: uma realidade próxima dos médicos

Release Teleneurologia: uma realidade próxima dos médicos
Data:

07/01/2019

No entanto, para a maioria das pessoas em todo o mundo, o acesso ao atendimento neurológico ainda é precário.
Com o atual desenvolvimento, disseminação e importante redução de custos das tecnologias de comunicação e informação – como os smartphones – a teleneurologia – uso destas tecnologias para oferecer cuidados neurológicos e educação à distância – tem o potencial de melhorar e aumentar o acesso ao atendimento a milhões de pessoas.
O TeleAVC já cumpriu essa promessa em muitos países, mas, no Brasil, sua utilização ainda é incipiente. Embora as aplicações de teleneurologia para outras condições neurológicas não sejam tão robustas como para o TeleAVC, a experiência já acumulada permite guiar o cuidado aos pacientes de maneira objetiva, frequente e real.
A teleneurologia pode aumentar a capacidade dos serviços e sistemas de saúde através do desenvolvimento profissional, apoio diagnóstico, consultas e serviços de consultoria. Embora a teleconsulta – atendimento médico direto ao paciente – ainda sofra restrições regulatórias, mas não legais, em nosso país, as evidências de sua segurança e qualidade, desde que realizada de forma responsável, deverá mudar este cenário de forma rápida.
Por exemplo, vários estudos clínicos avaliaram a factibilidade e aceitabilidade da telemedicina para a doenças de Parkinson. Em um ensaio clinico randomizado, publicado em 2013, foi demonstrado que os cuidados “virtuais” no domicílio foram similares aos cuidados presenciais. Outros estudos demonstraram que a videoconferência interativa permite uma adequada avaliação de várias alterações motoras, utilizando uma modificação da “Unified Parkinson’s Disease Rating Scale” (UPDRS). A telepropedêutica neurológica pode ser utilizada para avaliar os tremores de repouso e de ação, movimentos das mãos e dos pés e a marcha.
Explorando as tecnológicas móveis, a teleneurologia poderá promover a expansão e a migração do cuidado neurológico para longe das instituições e, utilizando as comunicações síncrona e assíncrona, integrará médicos com diversos conjuntos de habilidades, levando os cuidados à distância para novas populações.
Num futuro próximo, o cuidado neurológico poderá ser acessado por qualquer pessoa, em qualquer lugar, chegando até a casa dos pacientes, trazendo conveniência, conforto e satisfação aos mesmos. A natureza pessoal da visita virtual aproximará mais os médicos de seus pacientes, apesar da distância física.
Prof. Dr. Jefferson G Fernandes – Neurologista. Presidente do Conselho Curador do Global Summit Telemedicina & Digital Health – Associação Paulista de Medicina.

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