Telepatologia é regulamentada pelo CFM

Notícias Telepatologia é regulamentada pelo CFM
Data:

24/01/2020

Resolução define e disciplina a forma de prestação de serviços de anatomopatologia mediados por tecnologias

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou, no dia 12 de novembro, a resolução 2.264/2019, regulamentando a telepatologia no Brasil. Desta maneira, o envio de imagens de lâminas de exames para análise a distância ganha regras, que determinam a presença médica em ambas as pontas do processo, os níveis de infraestrutura desejados e outros elementos. Um dos responsáveis pela regulamentação, Renato Moraes, ex-presidente da Associação dos Patologistas do Estado de São Paulo (Apesp), afirma que a ação já estava sendo pensada desde 2017. “Nos baseamos no documento da teleradiologia e incluímos as peculiaridades da nossa especialidade. Antes da redação final, a resolução ainda foi colocada para consulta pública duas vezes e foi apreciada em um fórum on-line por todos os patologistas do país”, conta ele.

Esse processo foi feito em conjunto pela Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) e pelo CFM, como relata Clóvis Klock, presidente da SBP. Segundo ele, o intuito foi criar uma resolução que desse segurança para o patologista, garantindo a prática médica da especialidade e também dando segurança para o diagnóstico dos pacientes. “Buscamos que o diagnóstico seja dado por um patologista, de ponta a ponta. Assim, com a telepatologia, teremos um especialista que envia a lâmina digital patológica e outro patologista que a recebe. Ambos têm de ter título de especialista ou ‘Registro de Qualificação de Especialista’ (RQE) em patologia. Isso garante a segurança, pois o médico sabe que o diagnóstico – que muitas vezes pode ser de câncer – vai ser feito por um profissional realmente capacitado. Além disso, o paciente terá segurança de que seus dados pessoais e clínicos não serão expostos”, afirma Klock. Ele ressalta que a telepatologia vem sendo utilizada em todo o mundo há cerca de 15 anos. Em países como Estados Unidos e Espanha, há serviços 100% informatizados. “Essa é uma tecnologia que veio para ficar, mas precisamos entender que nada substitui o patologista. O que mudamos é que, em vez de usar o microscópio, a lâmina de vidro será escaneada e virará uma imagem que o patologista irá trabalhar no computador”, reforça.

Fonte: Revista da APM | Guilherme Almeida

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