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A telemedicina ampliando fronteiras

Notícias A telemedicina ampliando fronteiras
Data:

09/09/2019

A telemedicina não é um conceito novo, mas nos últimos anos, com o mundo ultra conectado e em plena era 5G, ganhou um grande destaque e relevância no acesso à saúde populacional.

Dr. Jefferson Fernandes, médico neurologista e presidente do Conselho Curador do Global Summit Telemedicine & Digital Health, o maior evento da América Latina do setor, explica a importância da telemedicina e como, a partir de um olhar estratégico da Associação Paulista de Medicina, a questão está ganhando expressão e representatividade no cenário nacional e internacional.  

Dr. Jefferson, no que consiste a telemedicina nos padrões atuais?

O conceito mais simples de ser utilizado é da prestação de cuidados médicos à saúde das pessoas, quando em locais distintos, através das tecnologias de informação e comunicação. Quando estes cuidados são feitos por outros profissionais da saúde, costuma-se denominar de telessaúde. O mais importante é entender que a telemedicina é praticada há décadas e que estamos num momento em que uma nova forma de nos relacionarmos com as tecnologias para a promoção do bem-estar e saúde da população é inevitável, principalmente com a expansão da conectividade e inteligência artificial. O uso do telefone para a troca de experiências entre os profissionais de saúde, informação de resultados de exames e contato com os pacientes é algo ainda útil, mas não tão eficiente como a comunicação audiovisual. À medida que a tecnologia avança em níveis exponenciais, também aumenta a acessibilidade às ferramentas da telemedicina, que iniciou numa versão analógica e vem migrando para o digital e suas infinitas possibilidades.

Por que o senhor acredita que a telemedicina seja tão importante nesse momento?

A telemedicina foi criada originalmente como uma forma de tratar pacientes localizados em regiões remotas, distantes das unidades de saúde ou em áreas com escassez de profissionais de saúde. Embora ela ainda seja utilizada para esse fim, principalmente quando pensamos num país de dimensões continentais e com um sistema de saúde repleto de lacunas como o Brasil, ela está se tornando uma ferramenta cada vez mais democrática, que permite o acesso à saúde a qualquer hora em qualquer lugar e com um bom custo-benefício. O paciente conectado de hoje quer ter mais acesso aos médicos e profissionais de saúde e obter um atendimento personalizado, rápido e eficiente. 

Quais são os fatores que alavancam o crescimento da telemedicina?

Em primeiro lugar, a necessidade dos sistemas de saúde em serem mais eficientes na prestação de seus serviços, o que é uma demanda das pessoas. Essa expectativa de atendimento mais conveniente, ágil e com qualidade contribui para alavancar o crescimento da telemedicina para esse novo olhar: uma saúde ampliada, mais democrática, conectada e com maior mobilidade.

Com uma grande variedade de aplicativos para smartphones e tablets, bem como novos dispositivos médicos que são amigáveis ao consumidor, os pacientes estão começando a usar a tecnologia para monitorar, rastrear e melhorar a saúde. Um exemplo prático são os dispositivos de monitoramento de pressão arterial e glicose, que já fazem parte da realidade diária de muitas pessoas, assim como os aplicativos na promoção de bem-estar e saúde, incentivando práticas esportivas e alimentação saudável. Essas ferramentas permitem que os pacientes coletem as informações necessárias para o diagnóstico do médico, sem necessidade de se locomover até um consultório. À medida que mais pacientes se tornam proativos sobre o uso da tecnologia para gerenciar a saúde, eles também ficam mais abertos às formas alternativas de obter atendimento por meio da telemedicina.

E por que ainda não temos uma telemedicina estruturada no Brasil?

O Brasil conseguirá ter uma telemedicina de ponta. Precisamos resolver com urgência as questões de regulamentação da prática da telemedicina pelos médicos. Um dos objetivos do Global Summit Telemedicine & Digital Health é oportunizar e elevar o debate em torno das melhores práticas e modelos que garantam uma medicina responsável, ética e de qualidade por meio de ferramentas conectadas. Telemedicina é medicina: são tecnologias que apoiam os médicos na continuidade do cuidado presencial aos pacientes. Nós estamos trilhando um caminho importante na história da telemedicina e da saúde digital, tanto no cenário brasileiro como internacional.

Como surgiu o Global Summit Telemedicine & Digital Health?

A iniciativa pioneira é da APM, que vislumbrou o cenário da medicina brasileira conectada e a necessidade de quebrar paradigmas em diversas esferas que englobam, de um lado a classe médica e do outro, a saúde da população. A proposta é que o Global Summit congregue todo o ecossistema da saúde digital e telemedicina, reunindo todos os atores e os melhores especialistas destas áreas durante o congresso. Os palestrantes dividem seu conhecimento e experiências de ações e iniciativas que estão sendo realizadas aqui e em outros países. Isto é muito importante para continuarmos seguindo a alavanca do conhecimento. 

Qual o maior desafio da telemedicina?

Os desafios ainda são muitos e o Global Summit Telemedicine & Digital Health 2020 trará várias temáticas, entre elas as experiências práticas internacionais do uso da telemedicina e da saúde digital, experiências exitosas no Brasil, o uso humanizado das tecnologias. Queremos, também, desmistificar o receio de que as transformações digitais sejam prejudiciais ao relacionamento médico-paciente, pelo contrário, elas aproximam mais os médicos dos pacientes. 

Para a próxima edição alguns conferencistas internacionais já confirmaram presença, como o belga Frank Lievens, secretário-executivo do ISfTeH (International Society for Telemedicine & eHealth), o alemão Andreas Keck, fundador do Syte (Strategy Institute for eHealth), e a portuguesa Micaela Monteiro, diretora do Centro Nacional de Telessaúde e do Serviços Partilhados da Saúde de Portugal.

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