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Telepsicologia: Novas Tecnologias aliadas à Saúde Mental

Artigo Telepsicologia: Novas Tecnologias aliadas à Saúde Mental
Data:

14/02/2019

Nós, como indivíduos pertencentes a sociedade, temos toda a condição de lutar para que a tecnologia caminhe na direção do que é benéfico para todos os sócios. A nossa presença deve ser ativa, inclusive, com capacidade de frear determinadas inovações que venham a ferir os nossos princípios e que possam comprometer o futuro do nosso desenvolvimento como seres humanos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que o uso das novas tecnologias é uma das estratégias para a redução da desigualdade de acesso na atenção à saúde mental no mundo. A nova normatização do Conselho Federal de Psicologia (CFP) corrobora para a incorporação das novas tecnologias à saúde mental, trazendo à tona os avanços e os cuidados necessários para o futuro das Práticas Clínicas Mediadas por Tecnologias.

A Resolução CFP 11/2018, que entrou em vigor em novembro de 2018, amplia as possibilidades de serviços psicoterapêuticos mediados por tecnologias, conforme quadro abaixo:

A nova resolução é um divisor de águas para os Serviços Psicológicos Mediados por Tecnologias, pois enfatiza que a responsabilidade técnica e ética sobre o serviço prestado é do profissional.

O profissional da saúde mental deverá avaliar, cada demanda clínica, considerando seus princípios, conhecimentos e técnicas fundamentadas na ciência psicológica. O uso responsável da tecnologia associado ao exercício da profissão é fundamental para a construção da credibilidade e para dar sustentação à prática psicológica.

É importante salientarmos que o Atendimento On-line não pode ser considerado igual ao Atendimento Presencial.  Não é uma questão de superioridade versus inferioridade, porém cada uma tem a sua especificidade. Se dermos força à falsa percepção de que conversar por uma câmera é igual a conversar pessoalmente, o futuro da Psicoterapia On-line e da Saúde Mental não terá um bom prognóstico. Por isso, o Atendimento On-line deve ter uma fundamentação teórica e justificativa pertinente para o seu oferecimento e realização. Acamados, pessoas com deficiência, gestantes de risco, brasileiros que moram no exterior ou qualquer pessoa que por algum motivo relevante não possa comparecer ao consultório presencial são alguns dos beneficiados. Caso pudessem estar presencialmente, dificilmente, eles trocariam o contato presencial por uma tela de computador.

O fato de termos evidências científicas que mostram que o Atendimento On-line e Presencial são semelhantes, não quer dizer que teremos uma mesma experiência vivenciada pela dupla psicóloga-paciente. A nossa prática é essencialmente humana e é muito melhor quando é presencial. Nós somos um corpo inteiro com uma mente. Temos um conjunto de sensações, comunicações, energias e um conjunto biológico de fluidos que acontecem e não são passadas pela palavra. Se não construirmos a nossa prática clínica com inteligência para esse futuro, o contato presencial será trocado por uma tela de computador.

A experiência na prática clínica presencial deve anteceder e embasar qualquer atendimento psicológico mediado por tecnologias. Antes de tudo, os psicólogos experientes devem entender sobre a nova subjetividade dos pacientes pós-modernos, a segurança na Internet, o sigilo das informações e, em seguida, capacitar-se para o atendimento psicológico online.

Desde já, precisamos pensar no futuro para que não tenhamos a precarização da própria Psicologia, a ponto de que máquinas possam nos substituir em uma atividade que é prioritariamente humana.

Fonte: Dra. Claudia Catão

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