Global Summit vislumbra um novo horizonte para a saúde

Artigo Global Summit vislumbra um novo horizonte para a saúde
Data:

27/10/2020

Edição 2020 apontou que a telemedicina e a telessaúde vieram para ficar e que o setor precisa estar preparado para uma saúde digital globalizada de ponta

Com quatro dias de duração, de 13 a 16 de outubro, o Global Summit Telemedicine e & Digital Health (GS) 2020 reuniu especialistas internacionais e nacionais para debater as tendências que estão transformando o mundo da saúde. Com uma programação focada em conteúdo, experiências e negócios, mais de 1.570 congressistas, entre médicos de várias especialidades, profissionais da área da saúde, de tecnologia da informação (TI) em saúde, investidores do segmento, operadoras e fornecedores do setor, diretores e administradores de hospitais, clínicas e laboratórios, entidades e representantes do governo e de órgãos públicos, tiveram a oportunidade de discutir e trocar experiências e informações sobre o papel da telemedicina e da tecnologia no mundo atual.

O evento, realizado pela Associação Paulista de Medicina (APM), em parceria com o Transamerica Expo Center, levando em consideração o momento atual de emergência em saúde pública devido à pandemia do novo coronavírus, foi totalmente digital e multiplataforma e contou com mais de 120 palestrantes de 13 países, que trouxeram à tona diversos aspectos da nova era da saúde digital, da telemedicina no Brasil e no mundo e lançaram luz sobre as novas tecnologias associadas à medicina.   

“O conhecimento e a prática de todas as profissões envolvidas com a área da saúde estão em constante evolução. As inovações tecnológicas trazem enormes desafios aos profissionais, aos sistemas e serviços de saúde, principalmente no que se refere ao seu uso de forma responsável, segura e eficiente. Acessar esses conhecimentos e discutir sua prática é essencial. A edição 2020 do GS proporcionou um rico debate em torno das experiências e desafios da saúde digital, incluindo a telemedicina e a telessaúde. “A pandemia da Covid-19 desencadeou um crescimento exponencial destas áreas, globalmente, mostrando que precisamos de agilidade no desenvolvimento de soluções e de serviços digitais que atendam às necessidades de saúde das pessoas e populações, neste novo mundo em que estamos vivendo”, destacou o neurologista e presidente do Conselho Curador do Global Summit Telemedicine & Digital Health, Jefferson Gomes Fernandes.

Para ele, o GS serviu para mostrar o que já vinha sendo sentido pelo setor: que a telemedicina e a telessaúde, autorizadas, em todas suas modalidades, pelo Ministério da Saúde e por lei especifica aprovada pelo Congresso Nacional, durante a pandemia, está crescendo de forma impressionante no Brasil, transformando a área da saúde. Os benefícios que elas estão trazendo indicam que não se pode mais voltar atrás. “Nesta edição do Global Summit, foi possível o compartilhamento dos conhecimentos e visões do presente e do futuro da saúde digital, através do olhar de especialistas de várias partes do mundo e do Brasil. O nível das apresentações e discussões foi altíssimo, com uma rica troca de experiências. O Global Summit foi, novamente, um evento catalisador que envolveu todo o ecossistema da saúde digital e reforçou sua referência como o mais importante da América Latina”, afirmou Fernandes.

O Global Summit 2020 evidenciou, também, o longo caminho que o Brasil ainda precisa trilhar, quando comparado a países europeus e da América do Norte, por exemplo, no que se refere à prática da telemedicina e da telessaúde, principalmente da teleconsulta (médico e demais profissionais da saúde direto ao paciente). Enfrentamos ainda questões de acesso à internet, literacia digital, entre outras, mas os caminhos a serem trilhados já são conhecidos e precisamos, integrando todos atores deste ecossistema, vencer os desafios que se apresentam.

Outro ponto que permeou as discussões no evento foram a questão da humanização do atendimento, de colocar o paciente e a pessoa no centro do cuidado, como forma inclusive de rever o modelo assistencial da prestação dos serviços de saúde, com foco na atenção primária, na continuidade dos cuidados com a saúde, na prevenção das doenças e na promoção da qualidade de vida. “A telemedicina e a telessaúde estão aumentando o acesso das pessoas aos cuidados com a saúde, permitindo uma maior e mais ágil resolutividade dos problemas de saúde, independentemente onde as pessoas estão localizadas, e oferecendo um melhor desfecho para esses problemas ao prover atendimento e tratamento adequados. As soluções digitais estão mostrando que podem ser transversais e ajudar na continuidade dos cuidados às pessoas, de forma integral, quebrando o ciclo da fragmentação desses cuidados com a saúde”, ressaltou o presidente do Conselho Curador do Global Summit.

E se a telemedicina e a telessaúde podem ajudar na logística do atendimento, também podem contribuir para reduzir desperdícios e os custos com a saúde.  Na visão de Fernandes, os debates do evento enfatizaram que medicina será mais humanizada a partir dos avanços tecnológicos, pois coloca o médico e paciente mais próximos e possibilidade a busca por atendimento de onde se está e quando precisar. “A medicina do futuro vai avançar ainda mais com a tecnologia, isso é inevitável. A telemedicina, praticada de forma responsável possibilita uma medicina conectada, com mais facilidade para orientar o paciente e integrar os serviços disponibilizados, o que gera uma melhor experiência do usuário e uma melhor gestão do sistema de saúde como um todo”, explicou, dizendo que essa edição do GS cumpriu seu papel ao mostrar que é necessária uma mudança de cultura, de  mindset, para que haja a transformação digital efetiva e tão importante para a saúde no Brasil.

Para tanto, Fernandes defende a criação de uma legislação e regulamentação para que a prática da telemedicina e da telessaúde, em todas suas modalidades, se torne definitiva, como forma de preservar seus benefícios para as pessoas e populações, que as evidências científicas e do mundo real já comprovaram. “É importante discutir a regulamentação e a legislação para estes métodos de cuidados às pessoas no Brasil, uma vez que sua prática, neste período da pandemia, mostrou seu potencial e aceitação tanto pelos profissionais da saúde como pelos pacientes. O Congresso Nacional já criou uma Frente Parlamentar Mista da Telessaúde para dar continuidade às discussões de um projeto de lei que torne definitiva a prática destas modalidades de atendimento. É extremamente necessário termos um arcabouço legal que traga segurança à sua prática, de forma ética, segura e com qualidade, para médicos, profissionais da saúde e pacientes. Além disso, esta segurança jurídica permitirá uma expansão importante do mercado de saúde digital, atraindo investimentos internacionais e permitindo o surgimento e crescimento de empresas nacionais.”

Com o sucesso da segunda edição do GS, os planos de realização do evento no ano que vem já começaram. De acordo com Fernandes, a proposta é que em 2021 o Global Summit seja hibrido, ou seja, presencial, mas com a possiblidade de participação virtual, para ampliar os debates e facilitar a participação de palestrantes e congressistas internacionais e de lugares mais distantes de São Paulo, onde o encontro é sediado, para debater as tendências e a evolução da telemedicina, da telessaúde e da saúde digital. “Queremos atrair mais pessoas para discutir os caminhos da transformação digital em saúde no Brasil”, concluiu Jefferson Gomes Fernandes.

Newsletter

Inscreva-se e acompanhe as novidades sobre o Global Summit Telemedicine & Digital Health 2020.