Global Summit Telemedicine & Digital Health destaca tecnologia e inovação nos serviços de saúde para enfrentar a Covid 19

Artigo Global Summit Telemedicine & Digital Health destaca tecnologia e inovação nos serviços de saúde para enfrentar a Covid 19
Data:

16/11/2020

Lideranças brasileiras do setor de saúde destacam como a tecnologia foi grande aliada para enfrentamento da pandemia e comentam as previsões para 2021

Uma manhã dedicada ao debate sobre os desafios e oportunidades em inovação digital para a saúde marcou o segundo ciclo de programação do Global Summit Telemedicine & Digital Health 2020, idealizado pela Associação Paulista de Medicina (APM) e promovido e realizado pelo Transamerica Expo Center.

Neste encontro de ideias entre os mais renomados líderes de saúde, a manutenção de uma agenda contínua de debates sobre o uso da tecnologia em favor da medicina e a importância das inovações na assistência médica, estiveram em pauta.

Abrindo os debates, o Presidente do Hospital Albert Einstein, Sidney Klajner, destacou como a inovação se tornou grande aliada das organizações globais no enfrentamento à Covid-19 e a série de medidas adotadas pela instituição desde os primeiros registros de casos da doença no Brasil. “A pandemia nos permitiu exercer, de fato, um papel relevante tanto na comunicação, quanto na criação de aplicativos de interação com a comunidade médica. Investimos e conseguimos oferecer suporte necessário ao nosso corpo clínico, que, em um primeiro momento, esteve impedido de exercer plenamente suas atividades. Incluímos em nossa estratégia de atuação reuniões diárias, envolvendo as principais lideranças do hospital”, destacou.

Ainda durante o encontro, o gestor enfatizou que foi com auxílio da Inteligência de Big Data que o hospital criou um banco de dados atualizado continuamente, com números de casos de Covid-19 registrados dentro e fora do país, para produzir dashboards e projeções que favoreceram uma preparação mais assertiva da equipe no desenvolvimento de ações e medidas de combate à doença.

Sob moderação do Presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), José Luiz Gomes do Amaral, a pauta seguiu com uma abordagem ainda mais ampla, destacando as projeções para 2021 e qual o cenário previsto para setor. A resposta inicial, veio do Diretor Médico Executivo do Grupo Fleury, Edgar Gil Rizzati. “Tivemos um grande aprendizado este ano. Talvez o maior deles. Com a pandemia, aprendemos que a gente pode mais como pessoas, como instituições e como sociedade”, destacou.  “Diante desta crise sem precedentes, vimos como a iniciativa privada se mobilizou e como as pessoas se mantiveram engajadas para colaborar e isso liberou uma energia vital para todos”.

Para o médico, pensar em um futuro próximo é ter a certeza de que a comunidade médica e autoridades de saúde terão suas jornadas otimizadas com processos ainda mais tecnológicos, beneficiando o sistema de saúde por meio das inúmeras possibilidades de combinações que serão com auxílio da inteligência artificial e das novas formas de uso da tecnologia. “Já vimos como a pandemia acelerou investimentos mais robustos em novas tecnologias e vamos continuar mobilizando esta aceleração. Temos que ter o papel de curadores destas tecnologias, primando sempre pela qualidade dos serviços e segurança dos nossos pacientes”, destacou.

Para o Superintendente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Antônio José Rodrigues, o Sistema Único de Saúde sai fortalecido desta crise e afirmou que sem o SUS os índices da doença no País seriam ainda maiores. “Mais do que nunca, é fundamental que os sistemas públicos e privado de saúde caminhem juntos”. Rodrigues enfatizou também a importância do engajamento da comunidade médica em favor da saúde da população brasileira “O que foi feito em seis meses não aconteceria nos próximos cinco anos, e nada disso seria possível sem a tecnologia. Com a TeleUti, por exemplo, vimos a equipe médica do Incor comandar mais de 400 leitos de UTI em pontos diferentes de São Paulo, com indicadores mostrando os resultados desse trabalho, porque não é se faz uma boa gestão sem dados que permitam a tomada de decisão em tempo hábil”, concluiu.

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