Disrupção e revolução. A telemedicina construindo pontes e destruindo desigualdades

Artigo Disrupção e revolução. A telemedicina construindo pontes e destruindo desigualdades
Data:

10/11/2020

Uma programação dedicada ao debate sobre a importância da tecnologia em favor da saúde e da qualidade de vidas das populações no mundo. O segundo dia de programação da Global Summit Telemedicine & Digital Health reuniu referências globais no assunto, dando ao público a oportunidade de conferir como a pandemia acelerou investimentos em inovação e de que maneira as necessidades de promover atendimentos de saúde nos lugares mais remotos acenderam o holofote para a prática.

De Ontario, no Canadá, o professor e médico urologista Emmanuel Abara, foi um dos convidados Conferência Internacional 10, e, sob o tema Telemedicine: Building Bridges And Disrupting Inequities falou sobre a importância dos cuidados virtuais, como a telemedicina e tecnologia permitem estruturar modelos de entrega dos cuidados e seus benefícios. Pouco mais de trinta minutos foram suficientes para o especialista pontuar os desafios técnicos do método e as respostas encontradas para superar as adversidades do processo. “Há inúmeros riscos logísticos e tecnológicos envolvendo a operação e, por isso, é fundamental destinar recursos que garantam sucesso deste tipo assistência. A metodologia é eficiente, mas antes disso é preciso investimento, por exemplo, em atenção primária porque é nesta etapa que se pode analisar caso a caso e oferecer apoio correto a cada paciente”, destaca.

No evento idealizado pela Associação Paulista de Medicina (APM) e promovido e realizado pelo Transamerica Expo Center, o médico propôs um olhar mais atento aos que necessitam de cuidados especiais e não dispõem de recursos para tal. “Por meio da telemedicina, facilitamos o acesso aos cuidados de forma individualizada e preenchemos as lacunas sociais por meio de uma assistência à saúde favorável à todos”, afirma e segue “A Covid-19 trouxe para os holofotes valores como resiliência e colaboração, que se tornaram imprescindíveis para conter a crise e é por isso que acredito que ela nos ajuda a construir pontes e reduzir a desigualdade daqui para a frente”.

A melhor precisão do diagnóstico, o uso eficiente de insumos, e a otimização do tempo do tratamento, foram outros fatores citados pelo especialista para enfatizar a eficácia da metodologia, que proporciona ainda parcerias com pesquisadores de todo o mundo, auxiliando no avanço de estudos clínicos. A telementoria remota também esteve em alta durante a palestra. Durante o encontro, Abara destacou os desafios desta prática em procedimentos cirúrgicos e intervencionistas e como, ela possibilita a troca de conhecimento e garante acesso ao uso de novos equipamentos. Além disso, ofereceu ao público virtual uma oportunidade ímpar de conhecer a realidade global de assistência à saúde. As dificuldades de acesso à internet, por exemplo, as constantes mudanças no contexto político, e a falta de estruturas adequadas para a qualidade de vida e bem estar da população, estiveram na pauta. “A pandemia trouxe o distanciamento físico. Em contrapartida, os contatos virtuais levaram a medicina para dentro das casas das pessoas, criando pontes e destruindo as desigualdades”, concluiu.

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